A Boca-de-Sapo é uma abelha nativa brasileira, pertencente ao grupo das abelhas sem ferrão (tribo Meliponini). Seu nome popular faz referência ao formato característico da entrada de seus ninhos, que lembra a boca de um sapo. É uma espécie amplamente reconhecida no Norte e Nordeste do Brasil por sua rusticidade e pela qualidade do mel que produz.
📌 Características Gerais
- Nome científico: Melipona quinquefasciata Lepeletier, 1836.
- Tamanho: operárias medem cerca de 10 a 11 mm.
- Coloração: corpo preto com faixas amarelas ou alaranjadas no abdômen, geralmente em número de cinco, o que inspira o nome científico “quinquefasciata” (cinco faixas).
- Comportamento: é uma abelha mansa e silenciosa, porém bastante defensiva em relação ao ninho, utilizando mordidas em situações de perturbação.
🏡 Nidificação
- Habitat natural: ocos de árvores ou raízes subterrâneas. Também aceita bem caixas racionais horizontais.
- Entrada do ninho: ampla e proeminente, com estrutura cerosa que lembra a boca de um sapo, especialmente nas colônias mais desenvolvidas.
- Arquitetura do ninho: apresenta discos de cria horizontais, envoltório externo e potes de alimento bem organizados.
🌿 Distribuição Geográfica
É encontrada principalmente nas regiões:
- Norte do Brasil (especialmente no Maranhão, Pará e Tocantins)
- Nordeste (Piauí, Ceará e Bahia)
- Algumas áreas do Centro-Oeste (Mato Grosso)
🍯 Produção de Mel
- Quantidade: produção média anual entre 500 ml a 1 litro, podendo variar conforme o manejo e disponibilidade floral.
- Qualidade: mel com sabor marcante, levemente ácido e bastante aromático, muito valorizado no mercado local.
- Propriedades: reconhecido por suas propriedades antimicrobianas e uso na medicina popular.
🌸 Importância Ecológica
- Polinização: excelente polinizadora, especialmente em matas de transição, cerrado e caatinga.
- Sustentabilidade: indicada para projetos de conservação e educação ambiental devido à sua rusticidade e fácil adaptação.
⚠️ Conservação e Ameaças
- Ameaçada principalmente pela devastação de habitats, queimadas e práticas agrícolas intensivas.
- Sofre com extrativismo predatório e captura ilegal de colônias.
- A criação racional pode auxiliar na sua preservação, desde que respeitadas as normas ambientais.


